9 de fevereiro de 2010
O Iraque e o Afeganistão vão dar bom cinema. O carácter das guerras, de todas as guerras, fica mais disponível em cenários urbanos ou áridos, sem o verde do Vietname ou do Cambodja, que parece uma explosão de vida em contraste com as de morte, um contraponto irónico à carnificina. Agora tudo parece verdadeiramente estranho e prestes a desintegrar-se. Os olhos, as casas, os carros, os destroços, o lixo, a língua. Como, por exemplo, em Black Hawk Down (Ridley Scott) ou no colossal Jarhead (Sam Mendes), sente-se uma perda de inocência tal que a guerra, por estes dias, deve tocar o indivíduo (envolvido) sem grandes mediações. O soldado deve diluír-se menos no grupo, na ideologia, nas razões. Fiquei a pensar que é necessário enlouquecer mais, e mais depressa, para aguentar a sombra da morte. Do ponto de vista ocidental, o Iraque parece um conjunto de milhares de guerras pessoais, quase tantas como o número de homens que por lá anda.
17 de janeiro de 2010
14 de janeiro de 2010
Bonham, Paul-Jones, Page e Plant,
operários desqualificados, tiveram uma ideia, fartos da labuta parcamente remunerada na indústria aeronáutica.
13 de janeiro de 2010
8 de janeiro de 2010
O sentido do humor
Parece que Henrique III era muito culpado de perjúrio, assassínio, sodomia e simonia - tudo provado. Enfim, na corte, quem não era? Foi morto pelo monge Jacques Clément, da liga católica, e então Jean Boucher escreveu 'A Justa Abdicação de Henrique III'.
6 de janeiro de 2010
Prolonging the Magic
Foi sempre assim: pior do que armar a árvore e tal é desmantelar a coisa, depois dos dias de nomeada. Pelo que, boas festas e o frio lá fora.
24 de dezembro de 2009
19 de dezembro de 2009
18 de dezembro de 2009
17 de dezembro de 2009
Nota Editorial
Dezembro ainda só conta 6 posts porque, como em todos os Dezembros, passo o meu tempo aos saltos pela rua, a abraçar pessoas e a mandar beijinhos às iluminações de Natal (chego a trocar uma ou outra lâmpada fundida), a recolher folhas caídas para depois colar nos embrulhos das prendas, enfim, a distribuir boa-aventurança da pura. Decerto compreenderão.
14 de dezembro de 2009
13 de dezembro de 2009
Síndrome de Stendhal
Acabado de chegar dispôs-se ao assombro e avançou em direcção à cidade. Caminhando, volta e meia rodava sobre si próprio, até finalmente começar a sentir algum constrangimento nos vasos, taquicardia e a ameaça de um desmaio iminente. Achou que aquela comoção se explicava à custa de uma enorme sensibilidade que julgava ter-se definitivamente perdido. Apesar de ainda só conseguir ver as imediações do aeroporto e de há já umas boas horas não meter um único alimento no sistema devido ao total low cost do seu regime de viagens, não lhe passou pela cabeça que aquela falência soluçada era de fome e cansaço extremos, coisa directamente protestada desde a base da pirâmide das necessidades.
12 de dezembro de 2009
2 de dezembro de 2009
1 de dezembro de 2009
26 de novembro de 2009
25 de novembro de 2009
A ovelha a quem a merece
A ovação era destinada a celebrar a honra do general romano que tivesse aniquilado até quatro mil novecentos e noventa e nove soldados inimigos em batalha. A cerimónia constava do sacrifício de uma ovis (ovelha -> ovação) aos deuses. Mais do que 5000 almas já era matéria de triunfo, o que implicava solenes e exaltadas razias de escravos, prisioneiros e restante animália variada.
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